Duas e tal da manhã. Algum descanso, mood de bocejo.. Ora já que não se faz nada, vamos lá olhar pra trás, hoje sem lirismos-complicações.
Tudo é uma prisão, quando se nasce, ou renasce, prisioneiro.
E se se fica farto, está-se farto.
Estas linhas são uma prisão. Porque não espelham, nada espelha, só reflecte para cima de mim o que nem sequer existe.
Pá, tens que ser tu mesmo. É só partir umas grades.
Yap.
Epa não é pêra doce mesmo. As pessoas são muito comportamentais.
Se às vezes posso dizer isto ou fazer aquilo, sei que para muitos isso quer logo dizer qualquer coisa, ou pelo menos, assim que qualquer sinal de insegurança esteja presente.
E há pessoas apressadas, em inquirir tudo, e descortinar tudo. E apressadas em formar conclusões irrevogáveis.
Estar à vontade é poder não ser aquilo que está formado na cabeça dos outros que eu sou. Poder cagar, poder estar calado quando e quanto me apetece, e dizer as coisas sem que estejam a ser encaixadas numa fórmula que diz quem é que eu sou em função disso. E é isso que me custa um pouco.
Não é uma questão de timing, de dizer coisas, nem de estar calado. É uma questão de tal não ter significado à partida. E é também uma questão de não ver toda a gente com pressa, a verem se tal confere ou não com aquilo que é de esperar do mundo, se encaixa nos protocolos certos, se lhes agrada o suficiente. Isto baseado em frases ou acções, coisas tão distantes da "verdade", do eu da mente pá..
Como é que possível fds, ter-se uma ideia tão simples da humanidade? Já viram a grossura dos livros de psicologia? Será por acaso? Para escoar as sobras da fábrica de papel? Dass nº 2.
Parecem dilemas de tótó, não parecem? Mas se calhar não são assim tão importantes para mim. E estão a sair tão a seco, porque sei 1001 coisas que podem estar a pensar. Todas elas erradas, ou então nem todas, fds. Estar-me-ei aqui a defender de algo? Se calhar estou. Tb não sei ao certo.
Mas pá, sei que estou farto de cortar caminhos no subconsciente.. por causa dessas coisas.. sei que tenho só é que dizer e pronto. Pá, mas sei que vou continuar a cortar caminhos várias vezes. Fds, eu não descobri nada disto agora.. É é tudo muito relativo.. demasiado para ter uma solução simples.
Certo é que, importante ou não, custa um pouco a dizer. Custa, acho que mais pela quantidade de tudo que já pensei em associação com isto, pela quantidade de cenas que já tirei disto tudo, conclusões e quê.. É isso que eu sinto negligenciado, quando ao dizer as coisas elas parecem não condizer comigo por saber que dá para estarem a pensar cenas sobre o que eu estou a pensar, sobre a minha identidade. Estarem a pensar coisas, conscientemente ou não.. e sentir-me reduzido por causa disso. Sentir que passei mais uma vez a imagem errada. Perder o à vontade à pala disso porque de repente há dois (ou mais) eus.. o verdadeiro e o(s) falso(s). E sentir-me por causa disso sem valor, mesmo quando sei que ficou mt por dizer, ou por passar, ou por fazer entender. É também como se essas coisas que eu não disse, as constatasse inúteis..
Por outro lado, eu sei qual é a verdade. E é aí que me tenho de agarrar. Posso não sabê-la expressamente sempre, e não preciso de o fazer. Não posso martirizar-me com "epa agora com este equívoco, com este ter-me expressado mal, não fiz passar a verdade certa, e não a consigo ter presente para dizer a coisa que mais se lhe parece". Nop, eu sei qual ela é, não preciso nem devo fazer esforços por ela..
Sei que já estou a adensar, e isso poderia ser sinal de estar a envolver-me demasiado nesta artificialidade de tar a escrever. Mas as cenas simples para mim soa-me sempre um bocado estúpido, não tanto a minha voz, mas a minha voz nos outros. Por causa do que já disse, por soarem sempre a erradas. Erradas face àquilo que eu realmente penso, e que eu realmente era (estou a ser) quando escrevi isto. E que eu realmente sou. Os mal entendidos, sempre os mal entendidos.
Eu já falo destas merdas e de mim nos meus posts desde sempre, se repararem bem.
Sei que para me soltar, preciso de não estar rodeado dessas pequenas merdas fragilizantes, leituras inválidas, tarem a tirar de mim coisas óbvias e redutoras. (E a maior parte das vezes não estão. É tudo complexo.)
Quando às vezes faço uma coisa parva qualquer, nem me importo de ser parvo. Desde que o esteja a ser. É muito simples e com isso posso eu bem. Tenho consciência das cenas.
Só os complexos é que me fodem. Só isso.
Tou a escrever com cansaço já, este tema puxa um bocado por mim.
Fiquem bem, inté [] *